Casa das Gárgulas
Casa das Gárgulas
Localização:
Viana do Castelo, Portugal
Data:
2017-2019 (início proj.–fim de obra)
Promotor:
Quinta das Mouramas
Tipo de uso:
Habitação
Arquitetura:
Valdemar Coutinho
Colaboração:
Adélia Santos
Fotografia:
João Morgado

Em Viana do Castelo, na Rua da Bandeira, considerada desde há muitos séculos a maior rua da cidade e uma das mais antigas, situa-se a Casa das Gárgulas. Outrora, o prédio tinha como função no rés do chão o comércio e no andar a habitação. Estava num estado de degradação muito avançado, praticamente em ruínas.
O programa de reabilitação consistiu na transformação de um edifício devoluto, em várias habitações de qualidade. Atendendo aos requisitos do promotor e face ao aumento da procura no mercado de arrendamento urbano na cidade, foi delineada uma proposta para criar seis fogos de habitação entre tipologias T0 e T1.
Numa linguagem simples e contemporânea, foram dimensionados os fogos de habitação com ambientes confortáveis e aconchegantes. Foi privilegiada a iluminação natural nos novos espaços. Em algumas compartimentações, as paredes foram interrompidas antes do teto, favorecendo desta forma a expansão da luz na superfície do apartamento. Todo o seu interior predominantemente de cor branca é contrastado e enfatizado pelo acabamento da madeira envernizada no piso.
Aplicando as técnicas construtivas originais, foram recuperadas as alvenarias de pedra e estruturalmente foi utilizada a madeira na materialização e valorização dos pisos e da cobertura.
Na recuperação da fachada principal, uma das poucas paredes e paramentos praticamente inalterados, destacam-se a cantaria e as três gárgulas existentes. No rés do chão, a entrada de viaturas já existia, tendo sido reinterpretada através de portas gradeadas, criando transparência e amplitude. A fachada tardoz, em ruína, foi reerguida dentro do possível e foram criados ritmos de vãos análogos à linguagem preexistente no edifício.
Analisadas as peculiaridades da preexistência e numa busca de equilíbrio entre o existente e o novo, o resultado foi uma cuidada e sensível inserção no seu contexto urbano, afastando o inapropriado para introduzir a essência do original. Em termos cromáticos a cor azulada conjugada com a cor castanha veio a dar uma nova identidade e contemporaneidade.
Prémios:
2020 | Prémio de Prata no Muse Design Awards 2020 na categoria Architectural Design, Nova Iorque, EUA
2020 | Vencedor no Architect of the Year Awards 2020 na categoria Renovation
2021 | Menção Honrosa no Golden Trezzini Awards 2021 na categoria Best Implemented Restoration / Reconstruction Project, São Petersburgo, Russia
Localização:
Viana do Castelo, Portugal
Data:
2017-2019 (início proj.–fim de obra)
Promotor:
Quinta das Mouramas
Tipo de uso:
Habitação
Prémios:
+ 2020 | Prémio de Prata no Muse Design Awards 2020 na categoria Architectural Design, Nova Iorque, EUA
+ 2020 | Vencedor no Architect of the Year Awards 2020 na categoria Renovation
+ 2021 | Menção Honrosa no Golden Trezzini Awards 2021 na categoria Best Implemented Restoration / Reconstruction Project, São Petersburgo, Russia
Arquitetura:
Valdemar Coutinho
Colaboração:
Adélia Santos
Fotografia:
João Morgado
Em Viana do Castelo, na Rua da Bandeira, considerada desde há muitos séculos a maior rua da cidade e uma das mais antigas, situa-se a Casa das Gárgulas. Outrora, o prédio tinha como função no rés do chão o comércio e no andar a habitação. Estava num estado de degradação muito avançado, praticamente em ruínas.
O programa de reabilitação consistiu na transformação de um edifício devoluto, em várias habitações de qualidade. Atendendo aos requisitos do promotor e face ao aumento da procura no mercado de arrendamento urbano na cidade, foi delineada uma proposta para criar seis fogos de habitação entre tipologias T0 e T1.
Numa linguagem simples e contemporânea, foram dimensionados os fogos de habitação com ambientes confortáveis e aconchegantes. Foi privilegiada a iluminação natural nos novos espaços. Em algumas compartimentações, as paredes foram interrompidas antes do teto, favorecendo desta forma a expansão da luz na superfície do apartamento. Todo o seu interior predominantemente de cor branca é contrastado e enfatizado pelo acabamento da madeira envernizada no piso.
Aplicando as técnicas construtivas originais, foram recuperadas as alvenarias de pedra e estruturalmente foi utilizada a madeira na materialização e valorização dos pisos e da cobertura.
Na recuperação da fachada principal, uma das poucas paredes e paramentos praticamente inalterados, destacam-se a cantaria e as três gárgulas existentes. No rés do chão, a entrada de viaturas já existia, tendo sido reinterpretada através de portas gradeadas, criando transparência e amplitude. A fachada tardoz, em ruína, foi reerguida dentro do possível e foram criados ritmos de vãos análogos à linguagem preexistente no edifício.
Analisadas as peculiaridades da preexistência e numa busca de equilíbrio entre o existente e o novo, o resultado foi uma cuidada e sensível inserção no seu contexto urbano, afastando o inapropriado para introduzir a essência do original. Em termos cromáticos a cor azulada conjugada com a cor castanha veio a dar uma nova identidade e contemporaneidade.




















































