Pavilhão do Atlântico
Pavilhão do Atlântico
Localização:
Av. do Atlântico, Viana do Castelo, Portugal
Data:
2016-2018 (início proj.–fim de obra)
Cliente:
Câmara Municipal de Viana do Castelo
Tipo de uso:
Equipamento desportivo
Arquitetura:
Valdemar Coutinho
Especialidades:
José Ferreira da Costa (Engenharia Civil)
Bartolomeu Sampaio (Engenharia Eletrotécnica)
Gasair (Ventilação e Comportamento Térmico)
Construção:
Valentim José Luís & Filhos, S.A.
Paulo Torres (Direção Técnica)
Fiscalização:
Câmara Municipal de Viana do Castelo, (Célia Pereira)
Painel de Azulejos:
Mário Rocha
Fotografia:
João Morgado
Vídeo:
Building Pictures
O Pavilhão Desportivo está localizado junto à Avenida do Atlântico, em Viana do Castelo, uma avenida orientada para o mar onde se encontra um conjunto de edifícios que, numa primeira impressão, compõem uma frente urbana algo insípida, devido à natureza dos programas e às opções tomadas nos respetivos projetos. Esta característica acabou por se tornar uma mais‑valia na conceptualização do projeto do Pavilhão do Atlântico.
Para além da necessidade da Câmara Municipal de Viana do Castelo de dispor de um pavilhão desportivo que servisse de apoio à Escola EB 2,3 Pedro Barbosa e, simultaneamente, pudesse ser utilizado pela comunidade para a prática de várias modalidades, esteve também subjacente o objetivo de ampliar o acesso da população a atividades desportivas em instalações cobertas. Pretendia‑se colmatar a insuficiência de oferta pública deste tipo de infraestruturas e reforçar o equilíbrio entre a procura e a oferta desportiva.
Dada a necessidade de um rigoroso controlo financeiro e de dotar o edifício de infraestruturas pensadas para uma manutenção futura de fácil acesso, o custo global da obra foi limitado a um valor pré‑estabelecido pela Câmara Municipal. Estas exigências constituíram um verdadeiro desafio na forma de conceber o projeto. Daí também resultar a opção por uma imagem de inspiração brutalista, embora sem excessos, visível nos balneários e no campo de jogos.
Foi neste contexto que a Valdemar Coutinho Arquitectos idealizou um pavilhão capaz de responder às várias exigências programáticas e orçamentais, apresentando simultaneamente uma imagem dinâmica, apelativa e humanizada, que minimiza o impacto habitualmente associado a este tipo de edifícios.
Face à exiguidade do terreno, o projeto ocupa praticamente toda a área disponível. O programa foi desenvolvido num piso ao nível do rés‑do‑chão, complementado por uma área de arrumos secundária no piso superior. A superfície de prática desportiva tem 650 m² (destinada essencialmente ao voleibol e basquetebol), com um pé‑direito de 7,50 m, e integra quatro blocos independentes de vestiários/balneários: dois para atletas, cada um com capacidade para 15 a 20 praticantes, e dois para treinadores/árbitros.
Na zona de união dos dois corpos principais situa‑se a entrada principal, com capacidade para acolher entre 50 e 80 pessoas antes de acederem aos lugares sentados. Nesta área de distribuição foram previstos uma receção, um posto de vigilância, uma cafetaria de funcionamento pontual, áreas técnicas de apoio e instalações sanitárias públicas (masculinas, femininas e para mobilidade reduzida).
Volumetricamente, o pavilhão é composto por dois corpos paralelepipédicos (nascente e poente), implantados perpendicularmente entre si, formando um volume único de linhas dinâmicas e sóbrias. O edifício apresenta predominantemente dois materiais de acabamento: betão aparente e uma placagem de pedra grampeada cinzento‑azulada. A tonalidade geral remete para o mar cinzento característico da região. No átrio de entrada destacam‑se vários painéis de azulejo em relevo, de cor cinza, alusivos aos crustáceos e algas das praias de Viana do Castelo, executados pelo artista plástico Mário Rocha.
Prémios:
2018 | Vencedor no Prémio Architecture MasterPrize 2018, na categoria Recreational Architecture, Los Angeles, EUA
2018 | Vencedor nos Prémios Construir 2018 na categoria de Melhor Projecto Público de Arquitectura, Lisboa, Portugal
2018 | 1º Prémio no Urban Design & Architecture Design Awards 2018, na categoria Sports & Recreation
2018 | Selecionado no Top 10 dos melhores estádios e centros desportivos de 2018 pela revista Dezeen
2018 | Selecionado como um dos melhores projetos no Archilovers 2018 | Best Project 2018, em Itália
2019 | 2º Prémio no World Architecture & Design Awards 2019, na categoria Sports & Recreation
2019 | Nomeado para o Prémio ArchDaily – Building of the Year 2019, na categoria Sports Architecture, Nova Iorque, EUA
2019 | Nomeado para o Prémio Obra do Ano – ArchDaily, Brasil
2019 | 1º Prémio no Global Future Design Awards 2019, na categoria Sports & Recreation
2019 | Finalista no Architizer A+Awards 2019, em duas categorias Recreation Centers e Architecture + Concrete, Nova Iorque, EUA
2019 | Vencedor no Iconic Awards 2019 | German Design Council, na categoria Innovative Architecture, Frankfurt, Alemanha
Localização:
Av. do Atlântico, Viana do Castelo, Portugal
Data:
2016-2018 (início proj.–fim de obra)
Cliente:
Câmara Municipal de Viana do Castelo
Tipo de uso:
Equipamento desportivo
Prémios:
+ 2018 | Vencedor no Prémio Architecture MasterPrize 2018, na categoria Recreational Architecture, Los Angeles, EUA
+ 2018 | Vencedor nos Prémios Construir 2018 na categoria de Melhor Projecto Público de Arquitectura, Lisboa, Portugal
+ 2018 | 1º Prémio no Urban Design & Architecture Design Awards 2018, na categoria Sports & Recreation
+ 2018 | Selecionado no Top 10 dos melhores estádios e centros desportivos de 2018 pela revista Dezeen
+ 2018 | Selecionado como um dos melhores projetos no Archilovers 2018 | Best Project 2018, em Itália
+ 2019 | 2º Prémio no World Architecture & Design Awards 2019, na categoria Sports & Recreation
+ 2019 | Nomeado para o Prémio ArchDaily – Building of the Year 2019, na categoria Sports Architecture, Nova Iorque, EUA
+ 2019 | Nomeado para o Prémio Obra do Ano – ArchDaily, Brasil
+ 2019 | 1º Prémio no Global Future Design Awards 2019, na categoria Sports & Recreation
+ 2019 | Finalista no Architizer A+Awards 2019, em duas categorias Recreation Centers e Architecture + Concrete, Nova Iorque, EUA
+ 2019 | Vencedor no Iconic Awards 2019 | German Design Council, na categoria Innovative Architecture, Frankfurt, Alemanha
Arquitetura:
Valdemar Coutinho
Especialidades:
José Ferreira da Costa (Engenharia Civil)
Bartolomeu Sampaio (Engenharia Eletrotécnica)
Gasair (Ventilação e Comportamento Térmico)
Construção:
Valentim José Luís & Filhos, S.A.
Paulo Torres (Direção Técnica)
Fiscalização:
Câmara Municipal de Viana do Castelo, (Célia Pereira)
Painel de Azulejos:
Mário Rocha
Fotografia:
João Morgado
Vídeo:
Building Pictures
O Pavilhão Desportivo está localizado junto à Avenida do Atlântico, em Viana do Castelo, uma avenida orientada para o mar onde se encontra um conjunto de edifícios que, numa primeira impressão, compõem uma frente urbana algo insípida, devido à natureza dos programas e às opções tomadas nos respetivos projetos. Esta característica acabou por se tornar uma mais‑valia na conceptualização do projeto do Pavilhão do Atlântico.
Para além da necessidade da Câmara Municipal de Viana do Castelo de dispor de um pavilhão desportivo que servisse de apoio à Escola EB 2,3 Pedro Barbosa e, simultaneamente, pudesse ser utilizado pela comunidade para a prática de várias modalidades, esteve também subjacente o objetivo de ampliar o acesso da população a atividades desportivas em instalações cobertas. Pretendia‑se colmatar a insuficiência de oferta pública deste tipo de infraestruturas e reforçar o equilíbrio entre a procura e a oferta desportiva.
Dada a necessidade de um rigoroso controlo financeiro e de dotar o edifício de infraestruturas pensadas para uma manutenção futura de fácil acesso, o custo global da obra foi limitado a um valor pré‑estabelecido pela Câmara Municipal. Estas exigências constituíram um verdadeiro desafio na forma de conceber o projeto. Daí também resultar a opção por uma imagem de inspiração brutalista, embora sem excessos, visível nos balneários e no campo de jogos.
Foi neste contexto que a Valdemar Coutinho Arquitectos idealizou um pavilhão capaz de responder às várias exigências programáticas e orçamentais, apresentando simultaneamente uma imagem dinâmica, apelativa e humanizada, que minimiza o impacto habitualmente associado a este tipo de edifícios.
Face à exiguidade do terreno, o projeto ocupa praticamente toda a área disponível. O programa foi desenvolvido num piso ao nível do rés‑do‑chão, complementado por uma área de arrumos secundária no piso superior. A superfície de prática desportiva tem 650 m² (destinada essencialmente ao voleibol e basquetebol), com um pé‑direito de 7,50 m, e integra quatro blocos independentes de vestiários/balneários: dois para atletas, cada um com capacidade para 15 a 20 praticantes, e dois para treinadores/árbitros.
Na zona de união dos dois corpos principais situa‑se a entrada principal, com capacidade para acolher entre 50 e 80 pessoas antes de acederem aos lugares sentados. Nesta área de distribuição foram previstos uma receção, um posto de vigilância, uma cafetaria de funcionamento pontual, áreas técnicas de apoio e instalações sanitárias públicas (masculinas, femininas e para mobilidade reduzida).
Volumetricamente, o pavilhão é composto por dois corpos paralelepipédicos (nascente e poente), implantados perpendicularmente entre si, formando um volume único de linhas dinâmicas e sóbrias. O edifício apresenta predominantemente dois materiais de acabamento: betão aparente e uma placagem de pedra grampeada cinzento‑azulada. A tonalidade geral remete para o mar cinzento característico da região. No átrio de entrada destacam‑se vários painéis de azulejo em relevo, de cor cinza, alusivos aos crustáceos e algas das praias de Viana do Castelo, executados pelo artista plástico Mário Rocha.
















































